blog.ftofani.com / Esse é o blog pessoal do Felipe Tofani. Onde ele escreve e comenta sobre tudo que acha interessante mas não necessariamente é.

Goodbye Uncanny Valley

Uncanny Valley é um conceito que explica como objetos criados digitalmente que quase parecem humanos, mas que deixam algo a desejar, acabam passando uma sensação estranhamente familiar, algumas vezes, até uma repulsa. Esse foi o problema dos efeitos especiais e do CGI até os dias de hoje. Mas, de acordo com o video de Alan Warburton que você pode ver logo abaixo, esse mundo de incertezas visuais acabou de ser superado. Hoje em dia, os computadores conseguem criar cenários reais onde pessoas não conseguiriam distinguir o que é realidade e o que foi criado digitalmente. O problema e o questionamento que esse video levanta é simples: o que faremos agora?

Uncanny Valley é um conceito que explica como objetos criados digitalmente que quase parecem humanos, mas que deixam algo a desejar. Acabam passando uma sensação estranhamente familiar, algumas vezes, até uma repulsa. Esse foi o problema dos efeitos especiais e do CGI até os dias de hoje. Mas, de acordo com o video de Alan Warburton que você pode ver logo abaixo, esse mundo de incertezas visuais acabou de ser superado. Hoje em dia, os computadores conseguem criar cenários reais onde pessoas não conseguiriam distinguir o que é realidade e o que foi criado digitalmente. O problema e o questionamento que esse video levanta é simples: o que faremos agora?

Goodbye Uncanny Valley

It’s 2017 and computer graphics have conquered the Uncanny Valley, that strange place where things are almost real… but not quite. After decades of innovation, we’re at the point where we can conjure just about anything with software. The battle for photoreal CGI has been won, so the question is…

Estamos em 2017 e muita coisa mudou quando se trata da indústria de efeitos especiais e de CGI. Muito do que vemos no cinema hoje, chega a ser tão perfeito que fica praticamente impossível não acreditar que tudo aquilo não é de verdade. Chegamos num ponto onde quase tudo é possível com o software certo e uma equipe profissional. Agora, o que pode ser feito com tudo isso? Alan Warburton divide esse mundo todo em quatro fases diferentes. A primeira delas é o que costumava existir. No vídeo, ele fala sobre a história do CGi e tudo que aconteceu dos anos oitenta para hoje em relação a conquistas tecnológicas. O foco aqui é o passado e todo esse desenvolvimento leva até os dias de hoje e o que podemos fazer.

A segunda parte do vídeo explora o que existe hoje em dia quando se trata de tecnologia para efeitos especiais. Os mundos criados para o Universo da Marvel, todos os efeitos especiais de filmes tragédias como 2012 e, também, o mundo mecânico mais do que fantástico de Transformers. Mas, todo mundo sabe do que isso se trata e essa exploração de Alan Warburton só é interessante porque leva a terceira parte do vídeo.

Aqui, chegamos ao que o autor considera o Beyond CGI. Aqui ele fala sobre o mundo além do digital que vemos no dia a dia e o autor explora essa área em três divisões diferentes. Uma delas foi chamada de Post Truth que é quando as imagens que criamos hoje são tão perfeitas que passamos a questionar tudo que vemos. É uma espécie de fake news para o mundo digital. Afinal, se podemos criar tudo e qualquer coisa com o CGI, porque que não fazemos isso e usamos esse material para manipulação em massa? É isso que pode ser feito e que, a cada dia que passa, fica mais difícil de ver a diferença.

Outra área desse mundo além do CGI foi chamada de Post Cinema onde os efeitos especiais são levados a extremos e acabam sendo utilizados para criar cenários que seriam impossíveis e impraticáveis de existirem a poucos anos. Afinal, se todo o visual é digital, a câmera pode estar em todo e qualquer lugar e tudo pode ser feito. Dessa forma, passamos a explorar um mundo de efeitos especiais onde eles existem apenas pelo fator espetáculo. Eles passam a ter a função de maravilhar as pessoas e apenas isso.

Além disso tudo, ainda existe uma área do CGI que foi chamada de foto realismo teórico que é quando os efeitos especiais são usados para criar imagens e cenários que, em teoria, devem existir mas que nunca foram vistos por seres humanos. Confuso não? Mas é fácil imaginar isso. O foto realismo teórico é o buraco negro e que todos os mundos que aparecem em Interstellar. Ali, tudo faz sentido mas nunca foi visto antes. Porém, com os avanços tecnológicos de hoje, podemos criar aquilo tudo mesmo nunca tendo visto esses elementos anteriormente.

Mas, pelo menos para mim, o que mais interessante desse vídeo é quando o autor começa a falar do que ele chama de Wilderness. Seria o lado selvagem e exploratório de toda essa tecnologia criada por nós. Nessa fase de exploração do cgi, chegamos a artistas e grupos que querem criar algo próximo de um grotesco digital. São novos mundos, novas estéticas, novas formas de enxergar essa tecnologia e como ela pode ser usada na arte. É aqui que chegamos no trabalho de artista avant garde como Pussykrew, Kouhei Nakama, Alex McLeod, Rick Silva e Nic Hamilton que exploram um visual completamente insano e maravilhoso. Além disso, existem os mundos de simulações onde a tecnologia é empurrada para frente ao misturar materiais e explorar o que pode ser feito com eles. É ai que encontramos o trabalho de Dave Stewart, Filip Tarczewski e Dave Fothergill e muitos outros.

Goodbye Uncanny Valley mostra que o mundo dos efeitos especiais e do CGI está para mudar. E eu quero muito ver onde que tudo isso vai levar a estética, o cinema e a arte digital dos dias de hoje.

Goodbye Uncanny Valley de Alan Warburton