Durante essa semana, me deparei com um tweet quase viral que apresentava umas das minhas referências de design mais peculiares: as capas de fitas de VHS. É sério isso e se você passou sua infância com um video-cassete em casa, você sabe bem do que estou falando.

Usando de Fitas de VHS como referência de design

Durante essa semana, me deparei com um tweet quase viral que apresentava umas das minhas referências de design mais peculiares: as capas de fitas de VHS. É sério isso e se você passou sua infância com um video-cassete em casa, você sabe bem do que estou falando.

Para mim, a beleza dessas fitas de VHS não desapareceu com o passar dos anos e, me deparar com os exemplos visuais que vieram nesse tweet, deixou tudo ainda mais nostálgico. Hoje em dia, fico pensando nos motivos pelos quais essa estética quase futurista veio a contaminar essa categoria de produto.

Seria isso porque o departamento de design de embalagens tinha mais orçamento do que o pessoal de marketing e eles puderam experimentar mais com o produto? Seria porque essas fitas de VHS eram apresentadas em locais quase nobres nas casas dos consumidores, por isso elas se tornaram um ótimo local para demonstrar a qualidade do design de cada empresa?

De qualquer forma, eu nunca vou descobrir as respostas para essas perguntas acima. Porém, observar essas fitas de VHS novamente me lembrou de um projeto que desenvolvi em 2016, inspirado por uma caixa que encontrei nas ruas do meu bairro.

 

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Em abril de 2015, lá estava eu indo encontrar alguns amigos para comer um brunch em um fim de semana qualquer. No meio do caminho, me deparei com uma caixa de roupas e tralhas que é algo bem comum de se ver pelas ruas de Berlim. Normalmente são doações de coisas que as pessoas não querem mais e, muitas vezes, não são nada mais do que lixo.

Nesse caso em específico, era lixo. Mas era um lixo especial já que consistia de uma dezena de fitas de VHS de filmes estranhos em alemão e outra dezenas apenas com fitas de VHS de vídeos gravados diretos da televisão. Lembro de passar alguns momentos observando essa caixa e, pensando bem, hoje em dia, eu me lembro mais dessa caixa do que do brunch que aconteceu depois.

Acredito que, por isso mesmo, eu acabei usando essas fitas de VHS para criar um projeto de design rápido quando o Shining e o Intronaut vieram tocar aqui em Berlim em setembro de 2016.

Nessa época, eu estava tentando voltar a ter forças criativas para fazer um poster para cada show que eu vou. Então eu estava fazendo projetos para todos os eventos possíveis e, eu estava sem ideias visuais para esse show. Foi aí que me lembrei dessa caixa e tudo ficou mais fácil.

Hoje em dia, ao olhar para esses posters, quase cinco anos depois, eu consigo assumir que deveria ter explorado o conceito, a estética das fitas de VHS mais do que eu explorei. Aqui, essencialmente, eu adaptei as fitas para um contexto novo. Como aquelas marcas de roupa alternativas fizeram nos anos noventa ao pegar logos de empresa e adaptarem para outros contextos.

Acredito que o resultado ficou interessante, mas eu poderia ter ido bem além. De qualquer forma, gosto bastante da simplicidade dos posters e da forma com a qual eles parecem viver em outros tempos. Tempos mais simples onde a referência de design vinha na forma das capas de fitas onde minha família grava Ducktales.

Acredito que, por isso mesmo, eu acabei usando essas fitas de VHS para criar um projeto de design rápido quando o Shining e o Intronaut vieram tocar aqui em Berlim em setembro de 2016.

Dá para ver mais detalhes do projeto que fiz para o Shining e o Intronaut direto no link abaixo.

Shining and Intronaut Live in Berlin – September 2016

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