blog.ftofani.com / Esse é o blog pessoal do Felipe Tofani. Onde ele escreve e comenta sobre tudo que acha interessante mas não necessariamente é.

Exuvia do Ruins of Beverast

Quando conheci o Ruins of Beverast, o som da banda era uma mistura de funeral doom com black metal e eu lembro de achar tudo aquilo fenomenal. Mas os anos foram passando e eu fui deixando de lado a banda. Banda essa que foi criada lá em Aachen, aqui na Alemanha, pelo ex-baterista do Nagelfar: Alexander von Meilenwald. De acordo com ele, nos últimos anos, o Ruins of Beverast estava tocando um estilo de black metal muito tradicional e de uma forma quase psicótica. Como essa é uma banda de um homem só, o que passa na cabeça de Alexander von Meilenwald acaba refletindo muito no estilo musical da banda. E, segundo o músico, esse disco é imensamente pessoal e foi considerado por ele como uma forma de exorcismo terapêutico. Por isso mesmo que Exuvia acaba sendo um pouco diferente do que veio antes. Quase que uma evolução do passado musical da banda mas de um jeito especial.

Conheci o Ruins of Beverast em meados de 2006 e nunca dei muita atenção a banda mas tudo mudou quando Exuvia foi lançado e acabou se tornando, provavelmente, o disco de metal do ano para mim. O disco mistura black com doom metal e referências de industrial com algo quase tribalista em um ponto que fica difícil de explicar sem parecer que estou falando besteira. Mas é isso mesmo e, essa estranha mistura, que deixa tudo ainda mais interessante em Exuvia.

Quando conheci o Ruins of Beverast, o som da banda era uma mistura de funeral doom com black metal e eu lembro de achar tudo aquilo fenomenal. Mas os anos foram passando e eu fui deixando de lado a banda. Banda essa que foi criada lá em Aachen, aqui na Alemanha, pelo ex-baterista do Nagelfar: Alexander von Meilenwald. De acordo com ele, nos últimos anos, o Ruins of Beverast estava tocando um estilo de black metal muito tradicional e de uma forma quase psicótica. Como essa é uma banda de um homem só, o que passa na cabeça de Alexander von Meilenwald acaba refletindo muito no estilo musical da banda. E, segundo o músico, esse disco é imensamente pessoal e foi considerado por ele como uma forma de exorcismo terapêutico. Por isso mesmo que Exuvia acaba sendo um pouco diferente do que veio antes, quase que uma evolução do passado musical da banda mas de um jeito especial.

E é isso que acontece em Exuvia do Ruins of Beverast. Esse é um disco que começa com samples do que parece ser um shaman iniciando um ritual. Segundos depois, uma guitarra cheia de ecos aparece e começa a guiar o disco para uma direção que não parece das mais óbvias. Momentos depois, um canto feminino leva a música para outro caminho que, em seguida, é distorcido de novo com uma pegada mais black metal do que eu esperava. E tudo isso acontece em menos de cinco minutos e não chegamos nem em um terço da música de abertura.

Tanto que fica complicado para mim ficar explicando as músicas já que nada aqui tem menos de sete minutos. Tudo aqui é caótico e leva a direções que eu não esperava. As guitarras são pesadas e vão ficando cada vez mais complexas com o passar do disco que chega a incluir gaitas de fole e dezenas de camadas de teclados.

Afinal, Exuvia do Ruins of Beverast é, até agora, meu disco favorito de metal do ano. Sem pensar duas vezes. A cada audição ele vai ganhando mais pontos e, por isso mesmo, fui obrigado a incluir um review por aqui. Se você quer escutar alguma coisa, vá direto no bandcamp da banda no link abaixo.

Exuvia do Ruins of Beverast no Bandcamp