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Sgùrr do Thy Catafalque

Sgùrr é o nome desse disco do Thy Catafalque que eu não consigo parar de escutar. Lançado em 2015, esse é um disco tão variado e estranho que eu não sei direito como descrevê-lo. O disco está tão fora dos gêneros musicais que eu poderia usar aqui que fica meio ridículo explicar o disco de uma vez e vou ter que ir de música a música. Não que isso seja um problema mas essa deve ser a única forma de falar de Sgùrr de um jeito que faça sentido.

Não sei ao certo quão popular o Thy Catafalque pode ser mas acabei de passar as últimas duas semanas da vida escutando um disco deles e sei que preciso contar para o mundo o que acho dessa obra de arte da música estranha.

Sgùrr é o nome desse disco do Thy Catafalque que eu não consigo parar de escutar. Lançado em 2015, esse é um disco tão variado e estranho que eu não sei direito como descrevê-lo. O disco está tão fora dos gêneros musicais que eu poderia usar aqui que fica meio ridículo explicar o disco de uma vez e vou ter que ir de música a música. Não que isso seja um problema mas essa deve ser a única forma de falar de Sgùrr de um jeito que faça sentido.

Mas, antes disso tudo, tenho que falar um pouco sobre o Thy Catafalque. A banda é o projeto solo do artista húngaro Tamás Kátai que reside e trabalha na Escócia. É de lá que vem a referência para o nome do disco já que Sgùrr é a palavra em gaélico para o topo da montanha. Como o disco foi inspirado pelas montanhas da Escócia e as planícies da Hungria e pela natureza desses dois locais, esse nome e o som do mesmo acabam fazendo um pouco mais de sentido.

O som do Thy Catafalque como banda é difícil de se explicar. A banda chegou até a minha pessoa através de uma indicação do last.fm baseada no meu interesse em Manes. Supostamente as duas bandas tem algo em comum e eu não sei dizer direito o que que isso pode ser. Mas, vamos lá falar sobre o Thy Catafalque. A banda faz uma estranha mistura de estilos musicais que não está limitada a discos. A cada música do Sgùrr, você vai acabar escutando estilos bem diferente sendo tocados quase que ao mesmo tempo. Algumas passagens seguem uma pesada influência do black metal, outras vem com pitadas das músicas folclóricas da Hungria e outras vem com elementos de música eletrônica.

Voltando ao disco agora. Sgùrr tem um ponto positivo bem interessante que só apareceu na minha cabeça depois de escutar o disco seguidas vezes. A ordem das músicas acaba tornando o disco muito mais interessante. A forma com a qual cada faixa é disponibilizada e a ordem das mesmas parece contar uma história que eu não consigo entender qual que é.

O disco começa com uma narração em húngaro que fala sobre natureza e vem seguido de Alföldi Kozmosz que mostra muito bem o que eu disse acima sobre a influência da música folclórica da Hungria para Thy Catafalque. Mas tudo muda completamente quando chegamos ao épico conhecido como Oldódó Formák a Halál Titokzatos Birodalmáb. São mais de quinze minutos de uma levada de música eletrônica cheia de guitarras que é bem legal de escutar correndo de bicicleta pela cidade. É o que eu ando fazendo aqui todos os dias desde quando conheci a banda.

Depois desse épico musical cheio de batidas e guitarras em dissonância, temos uma pausa proposital e o disco entra com Élő Lény. Mas uma vez, misturando música eletrônica e industrial com guitarras pesadas. E ai sim, começa a entrar as referências ao black metal. Jura é a sexta música do disco e me lembra um pouco Mayhem e tudo que é bom no estilo. O som aqui não foi feito para fazer amigos e vem com um riff de guitarra que é pré histórico. Daqueles que me deixam com vontade de quebrar uma garrafa e abrir um mosh na mesa da sala.

E, na sequência, temos a música do Thy Catafalque que mais chamou minha atenção. Sgurr Eilde Mór é mais um épico de 16 minutos que mostra tudo que o Thy Catafalque consegue fazer misturando estilo. Essa música vem com um clima de escuridão, o peso de um tanque destruindo tudo onde ele passa. Escute essa música alto e tente capturar todos os elementos que vem junto com as guitarras. Desde o drone de algumas passagens aos gritos de fundo que deixam tudo ainda mais perturbador.

Novamente, com o final de Sgurr Eilde Mór, temos uma pausa para respirar. Keringo vem na sequência e ela é o oposto da música anterior. Ela é lenta, tranquila e o principal elemento dela é um teclado melancólico que insinua que o fim está chegando.

Para finalizar esse review, preciso dizer que Sgùrr não soa como nada que eu conheça e acabou se tornando um dos meus discos favoritos dos últimos anos. Uma descoberta musical que marcou minha cabeça e que vai ser difícil de deixar passar. Se eu fosse você, parava o que estava fazendo e ia escutar esse disco.

Sgùrr do Thy Catafalque