blog.ftofani.com / Esse é o blog pessoal do Felipe Tofani. Onde ele escreve e comenta sobre tudo que acha interessante mas não necessariamente é.

Be All End All do Manes

Be All End All do ManesConheci o Manes meio que por acidente em 2007 e nunca mais parei de escutar a banda. A banda começou tocando alguma coisa próxima do que seria o black metal tradicional e, hoje em dia, toca alguma coisa complicada de descrever que fica entre um trip hop e alguma outra coisa que não sei descrever.

Descrever o Be All End All é tão difícil quanto descrever o som dessa banda. As músicas desse disco misturam uma melodia quase pop, repleta de diferentes estilos de canto, com guitarras cheias de reverb e teclados viajantes. Isso sem contar as paredes de barulho e todas as batidas eletrônicas que compõem esse disco que eu não paro de escutar desde seu lançamento em outubro de 2014.

Se você escuta Be All End All sem saber do passado da banda, não creio que você conseguiria ligar alguma coisa de metal ao Manes. Talvez, pelos títulos das músicas mas, mesmo assim, não acredito muito. O som deles pode lembrar mais bandas com uma pegada de goth rock e post-punk do que metal em si. Poderia até dizer que eles podem estar mais próximos do Bauhaus e do Nine Inch Nails do que do Mayhem e do Enslaved. E falo isso sem problemas.

Músicas como Ars Moriendi (The Lower Crown)Blanket of AshesName The Serpent não saem da minha cabeça há semanas e acredito que vocês também precisam passar por esse mesmo problema. Se você seguisse meu last.fm, saberia que isso acontece tem tempo.

Não é só a música do Manes que é complicada de descrever, a arte do disco também é bem diferente e eu adorei. Trabalho do artista iraniano, residente na Noruega, Ashkan Honarvar. O Manes disse o seguinte sobre a arte do Be All End All.

Conceptual beyond anything we’ve done before, and far left of the newschool designer norm or the oldschool copycat grandeur. We feel quite alone here at the deep end, and that’s ok.

Ashkan Honarvar has created something truly meaningful and almost shocking in all its links and layers. And he has done it in such a way that we don’t have to fear blending in or flying below the radar. It’s nice to know we’re kinda like the girl with bubonic plague at the beauty pageant.

Agora que você já entendeu que o Manes não é das bandas mais simples de descrever, você pode dar uma escutada no Be All End All no RDIO. Tenho certeza de que você não vai se arrepender. E, caso você queira me dar um presente adiantado de aniversário, a versão em vinil desse disco não custa tão caro assim.

Dá para escutar um pouco do disco no bandcamp também.

Manes